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	<title>Blog da CASa &#187; Recortes Existenciais</title>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2016 03:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[1 – O tempo levou meus sonhos, minhas ilusões, meus amores, amigos. O tempo me levou, e não sei para onde.  Onde o tempo me deixou? Ah, tempo!!! Daqui há pouco já não estarei, e Tu, velho amigo, que levas&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-6/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt;">1 – O tempo levou meus sonhos, minhas ilusões, meus amores, amigos.</p>
<p class="MsoNormal">O tempo me levou, e não sei para onde.  Onde o tempo me deixou?<br />
Ah, tempo!!! Daqui há pouco já não estarei, e Tu, velho amigo, que levas minhas memórias, irás comigo?</p>
<p class="MsoNormal">2 – A dor humana: se ao menos ao descrevê-la experimentasse alívio, eu o faria. Memória e afeto. Eis a cura da dor: a demência, a anestesia, a Morfina<span id="more-2075"></span></p>
<p class="MsoNormal">3 – A queixa nada constrói. Feliz os surdos se convivem com línguas afiadas e inquietas. Mas, feliz é quem pôs seu coração em lugar seguro.</p>
<p class="MsoNormal">4 &#8211; A cobiça nos leva longe&#8230;até mesmo onde não queremos.<br />
Mais vale a intensidade de um instante, do que os anseios não correspondidos. Por isso entrego-me aqui e agora, amanhã seremos outros.</p>
<p class="MsoNormal">5 &#8211; Te afastas dos vivos e estarás cada vez mais próximo aos que já morreram. Certamente, com o passar dos anos, não morrerás jamais.</p>
<p class="MsoNormal">6 &#8211; Queres saber se amas alguém? Responda: ele(a) me é necessário(a)? Se sim, então o que amas é a necessidade.</p>
<p class="MsoNormal">7 &#8211; O desejo de vingança é sintoma de doença: qualquer médico sabe disso.</p>
<p class="MsoNormal">8 &#8211; Quem mais nos estimula: a esperança ou a felicidade?</p>
<p class="MsoNormal">9 &#8211; O que nos liga e o que nos separa reside juntos.</p>
<p class="MsoNormal">10 &#8211; O amor cega, possivelmente por conta do fogo que traz consigo.</p>
<p class="MsoNormal">11 &#8211; Curo minhas paixões quando troco de lentes.</p>
<p class="MsoNormal">12 &#8211; Há anos procuro a alma de uma mulher&#8230;mas, como a encontrarei se nelas a profundidade é desconhecida?</p>
<p class="MsoNormal">13 &#8211; Se a convivência não fosse uma regra, bons relacionamentos poderiam durar mais tempo.</p>
<p class="MsoNormal">14 &#8211; Alguns suspiram pelo desaparecimento de outros.</p>
<p class="MsoNormal">15 &#8211; Embora eu possa não realizá-los sempre, posso prometer atos, mas sentimentos jamais; estes são involuntários. Os sentimentos não estão em meu poder.</p>
<p class="MsoNormal">16 &#8211; É fácil reconhecer os equívocos: neste caminho os abutres são hóspedes. Conhece-se os vermes pelos sintomas, conhece-se os equívocos pelos “ais”.</p>
<p class="MsoNormal">17 &#8211; O ressentimento nada cria. Vômito e fezes são resíduos, mas os ressentidos não os distinguem da poesia.</p>
<p class="MsoNormal">18 &#8211; Você quer saber se está na estrada certa? Responda: sem isto eu morro? Se você não morrer, então saia do caminho.</p>
<p class="MsoNormal">19 &#8211; A paixão cega e o medo paralisa.<br />
Ei, tu, ainda me vês? Consegue dar um passo?</p>
<p class="MsoNormal">20 &#8211; Boca vazia: paralisia retal.<br />
Rancor e arte: incongruência!</p>
<p class="MsoNormal">21 &#8211; O que do Jardim a Ninguém pertence? O perfume.<br />
Reténs a flor. Mas, seu aroma me nutre.</p>
<p class="MsoNormal">22 &#8211; O Outro é paradoxal. É céu e inferno. Ambiguidade. Me excita e me deprime, me exalta e me apequena, me regala e me subtrai. Qual a melhor distância? Será preciso uma Eternidade entre nós?</p>
<p class="MsoNormal">23 &#8211; Não viverei minha morte. Quando ela me alcançar não poderei fazer-lhe perguntas e nem divulgar suas respostas. Qual será sua Grande utilidade? Me tirar daqui?</p>
<p class="MsoNormal">24 &#8211; É certo que para além da solidão dos espíritos livres, dos que estão à frente de seu tempo, não há consolos (como se nutríssemos disto), aplausos ou reconhecimentos. O que consigo enxergar, ainda que distante, é um horizonte convidativo a prosseguir.</p>
<p class="MsoNormal">25 &#8211; No entardecer da existência, um mal entendido: a de que há um sol, uma grande luz, um astro que se ausenta. A existência é a luminosidade, mas como a podemos reconhecer, não como ela é em si mesma. Conhecimento, luminosidade e existência: três asas.</p>
<p class="MsoNormal">26 &#8211; Saudade: sensação de falta do que já experimentei.<br />
Saudade: vontade de com-viver, novamente.<br />
Saudade: aspiração profunda pelo outro.<br />
Tu: eis minha saudade!</p>
<p class="MsoNormal">27 &#8211; Retratar-se pelos equívocos,<br />
pelos transbordamentos,<br />
pelas revelações,<br />
pelas afirmações,<br />
pelos nãos. É preciso?<br />
<span class="textexposedshow">Os acertos,</span><br />
<span class="textexposedshow">as reclusões,</span><br />
<span class="textexposedshow">as mutilações,</span><br />
<span class="textexposedshow">os assujeitamentos. Tudo isso&#8230; Sou eu mesmo.</span><br />
<span class="textexposedshow">Inocência e solidão num cálice de vinho: salvação.</span></p>
<p class="MsoNormal">28 &#8211; Dois pontos. Lindos. Chamativos.<br />
Situados sobre a seda branca.<br />
Abaixo de camadas tecidas de carne.<br />
Um par de olhos. Mãos estendidas.<br />
Uma visão? Uma ilusão. O desejo é criativo.<br />
<span class="textexposedshow">O poeta descreve sua paixão, mas não identifica o que o move.</span><br />
<span class="textexposedshow">O que o move se move, se deforma, é hoje, agora, mas amanhã já não o será.</span><br />
<span class="textexposedshow">Dois pontos. Duas peles. Cavidades.</span></p>
<p class="MsoNormal">29 &#8211; Colesterol, triglicerídeos e glicose: falam de mim.</p>
<p class="MsoNormal">30 &#8211; Sufocado pelo ar que busquei. Espírito Livre: um chamado Antigo.</p>
<p class="MsoNormal">31 &#8211; Por acaso já experimentastes uma vontade de Não ter vivido?</p>
<p class="MsoNormal">32 &#8211; Tenho compaixão dos que tem dificuldade de caminharem, alguns passos, de mãos livres.</p>
<p class="MsoNormal">33 &#8211; Querer prevalecer, afirmar-se, permanecer, dominar, expandir-se: tudo isto é vontade de que coisa?</p>
<p class="MsoNormal">34 &#8211; Quem pode conter o fogo? O vento? A água? A Terra? O vento O expande. A água O redireciona e a terra O sustenta. Uma escrita forjada no fogo eis a poesia dos que contemplam o Abismo.</p>
<p class="MsoNormal">35 &#8211; Do abismo um som, um eco, uma voz, um chamado. Não estou sozinho. Tu, invisível a estes olhos, permanece ao meu lado. Eu e Tu, Nós.</p>
<p class="MsoNormal">36 &#8211; A culpa e o ressentimento jamais construíram ou transformaram a vida dos homens. Ao contrário destes, perseverar para a realizar suas aspirações, tornam o homem menos tagarela.</p>
<p class="MsoNormal">37 &#8211; O amor é um dos conceitos que o ser humano mais se apropria para estabelecer sua condição de existência. Ele não é absolutamente falta ou excesso, ele é simplesmente presença.</p>
<p class="MsoNormal">38 &#8211; A moralidade é uma maneira de se viver para os outros, não para si mesmo. Ela é exterioridade do ser. Não ter escolhido a liberdade, eis o supremo absurdo e a suprema tragédia da existência, eis a irracionalidade.<br />
Mas, o viver para si exige, igualmente, uma moralidade. Todavia, uma moral fundada numa interioridade, uma afirmação violenta da liberdade,</p>
<p class="MsoNormal">39 &#8211; O mundo onde nasci já não existe. Todavia, existem alguns resquícios de uma humanidade a qual pertenço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><strong><em><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Prof. Cléber da Silva</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Departamento de Farmácia/FFOE</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> <em>cleberd@ufc.br</em></strong></p>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2015 03:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[POEMA Seus olhos Doce alegria, Doce ilusão, poder mergulhar em seu paladar. Deslizar-me entre tuas mãos. Acomodar-me no frescor de teu hálito. &#160; O que me dizes, o que é? Teu olhar me segura, me convida a sentar. Face a&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-5/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Seus olhos</b></p>
<p>Doce alegria,</p>
<p>Doce ilusão, poder mergulhar em seu paladar.</p>
<p>Deslizar-me entre tuas mãos.</p>
<p>Acomodar-me no frescor de teu hálito.<span id="more-842"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que me dizes, o que é?</p>
<p>Teu olhar me segura, me convida a sentar.</p>
<p>Face a face contigo, por toda a noite eu me faria</p>
<p>Lua peregrina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É de Deus que me falas.</p>
<p>É de amor que transbordas.</p>
<p>Mas, sou eu somente que o sinto?</p>
<p>Não! Deus visitou-me nestes dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Criador do Universo teve compaixão de mim.</p>
<p>Aquele que fez o cosmo e o infinito.</p>
<p>Que fixou as estrelas, que modelou todos os astros e planetas.</p>
<p>Permitiu-me, antes de morrer, te contemplar.</p>
<p>Agora eu sei como são os olhos de Deus.</p>
<p>São como os teus: imensidão e acolhimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ah! Deus, como de ti escapar?</p>
<p>Como ir para longe de teu amor?</p>
<p>Tu és minha vida, não sobreviveria sem tua misericórdia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ouvir-te é uma graça. Uma graça de Deus.</p>
<p>Cada palavra pronunciada, carregada de profundo amor.</p>
<p>Revestida estás de amorosidade.</p>
<p>Doce olhar, me abandono em ti.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>És tu privilegiada entre miríades das miríades.</p>
<p>Contemplas o Filho, tomando-o em teus braços.</p>
<p>Tanta confiança em ti depositada.</p>
<p>Tanto amor compartilhado neste olhar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que fazemos em silêncio?</p>
<p>Nos unimos. Oh! Minha alma bendita.</p>
<p>Doce Mãe de Deus.</p>
<p><b><br clear="all" /> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Silêncio</b></p>
<p><b> </b></p>
<p>Seduz-me.</p>
<p>Enlaça-me.</p>
<p>Absorve-me.</p>
<p>Não quero escapar.</p>
<p>Quero demorar-me aqui por toda a vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embriago-me.</p>
<p>Minhas forças me deixam.</p>
<p>Aquieta-me.</p>
<p>Eis que me arrebata e me transportas ao mais recôndito lugar.</p>
<p>Nada nos disturba.</p>
<p>Somos eu e tu. Nos tornamos nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compreendo o propósito do encontro.</p>
<p>A benevolência do Eterno para comigo.</p>
<p>Contemplar-te era minha sina.</p>
<p>Olhar-te e unir-me a ti: eis minha vida.</p>
<p><b><br clear="all" /> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Eu e Tu</b><b> </b></p>
<p>Reconhece-me?</p>
<p>O que sabes de mim?</p>
<p>Maravilhoso é saber quem somos. E quando alguém nos enxerga de um modo ainda desconhecido, nos encantamos.</p>
<p>Queremos ser vistos. Notados. Estamos aqui. Sim, estamos aqui. E você me vê, me lê, me decifra.</p>
<p>Me olhando, me conhecendo sinto tua presença.</p>
<p>O diálogo se estabelece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu te olho, igualmente.</p>
<p>Te percebo neste mundo.</p>
<p>A angústia da incerteza, da importância, do sentido da existência. Tudo isso encontra repouso sob teu olhar.</p>
<p><b><br clear="all" /> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Posse</b><b> </b></p>
<p>Essa sensação de bem-estar profundo que tenho ao te olhar, me desperta a vontade de permanecer ao teu lado.</p>
<p>Te fitaria os olhos por toda a Eternidade. Não me cansaria.</p>
<p>Pela janela, à noite, vislumbro o amor que cavalga em silêncio sobre o dorso das silenciosas nuvens.</p>
<p>Deito-me sobre o véu suave de teus cabelos.</p>
<p>Permanecerei somente no desejo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entrego-me a imagem.</p>
<p>Fantasio. És minha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas o olhar é voraz.</p>
<p>Canibal.</p>
<p>Insuficiente, mesmo assim</p>
<p>O que busco é comunhão, o contemplar-te. O ouvir-te.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Murmuras, pois. Não importa o tempo e o lugar.</p>
<p>Rouba-me para ti. Toma-me. Faz-me vassalo. Te escuto.</p>
<p><b><br clear="all" /> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Retração</b></p>
<p>Eu, pobre e feio, velho e doente. Louco, por sinal.</p>
<p>O que tenho a oferecer para o resto de teus dias?</p>
<p>Que convivência infeliz. Sou culpado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tu, rica e linda, jovem e saudável. Lúcida, por demais.</p>
<p>Minhas mãos não conteriam as flores.</p>
<p>Arderias em paixão e, sem ver a luz do dia, o abismo seria tua morada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então, absurdo temor, reservo-me a escrever?</p>
<p>Não ousarias a dançar?</p>
<p>A vida não é curta. Curta é a esperança dos que não te olham. Doce criança.</p>
<p>Então, do que falo?</p>
<p>O que recito?</p>
<p>Uma desculpa. Uma vergonha. Um temor. Um “não devo”. Um “não sei o que vai acontecer”.</p>
<p>Ilusão.<b> </b></p>
<p><b><br clear="all" /> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Infinitamente</b><b> </b></p>
<p>Tenho sede do infinito. E o infinito, somente, me bastará.</p>
<p>A face do amor procuro. Mas, asas precisas para voar.</p>
<p>Ir às alturas. Aventurar-se na solidão aparente.</p>
<p>Feito águia, que faz seu ninho distante.</p>
<p>E no tempo certo estabelece vínculo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas o vínculo não é prisão.</p>
<p>É acolhimento e aceitação.</p>
<p>Do amor, do outro que vive.</p>
<p>Sob os efeitos do mar profundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>Ilusão</b><b> </b></p>
<p>Meu engano, meu erro: acreditar que podes me curar.</p>
<p>Aí me abandono, entrego-me na busca de cuidado, de amparo.</p>
<p>Na busca de suportar essa dor, esta árida solidão.</p>
<p>E aí, enlaço-me. E depois me desenlaço.</p>
<p>Vou. Sozinho.</p>
<p>E tu o que te tornas? Doce lembrança.</p>
<p>E eu? Cruel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na longa jornada, sento-me sob o carvalho.</p>
<p>Na longa jornada, a mãe do azeite me alivia.</p>
<p>Uma vez revigorado, ponho-me a caminhar.</p>
<p>Mas, a quem devo tudo isso narrar?</p>
<p>A ti? Se Deus somente me cura, então é para ele que me volto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desnudo-me. Infinitamente.<b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<h3><b>POEMA</b></h3>
<p><b>AFORISMOS</b></p>
<p>As palavras podem ser um engodo. Um amontoado de sentidos.</p>
<p>É preciso localizar a cicatriz. Ali tudo começa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Usar máscaras, nem sempre é sinal de indiferença.</p>
<p>O medo de não sermos aceitos, nos obriga a aparentar.</p>
<p>Mas, quem precisa ser aceito? Quem não se afirma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queres saber com quem caminharás?</p>
<p>Com quem conversas? Com quem o inverno parece primavera?</p>
<p>Com quem a noite te parece uma valsa? Eis, é ele (a).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os diferentes se aproximam. Mas, no final é choro e lamento.</p>
<p>Os semelhantes se aproximam. A festa não terminará antes da aurora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Melhor um copo pela metade do que vazio.</p>
<p>Melhor um coração sereno do que lágrimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A paixão atormenta o indeciso.</p>
<p>O homem forte realiza sua vontade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por um instante eternizaria esse momento.</p>
<p>Mas, por um instante somente.</p>
<p>Por um instante silenciaria o mundo.</p>
<p>Mas, por um instante me afogaria em teu peito.</p>
<p>Por um instante violaria o destino.</p>
<p>Mas, por um instante me recolheria em tua mão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ah! Deus. Quão complexo sou.</p>
<p>Um novelo inútil teci.</p>
<p>Para tão somente dizer, que este olhar me estremece.</p>
<p>Preciso dançar. Não ouves a canção?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ora, o pathos é temporalidade.</p>
<p>Quando o que faz sentido se vai, a escrita cessa.</p>
<p>Até que outra vez outro vírus me infecte.</p>
<p>Então, vivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;" align="right"><strong><em><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-999" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a></em></strong></p>
<p><em><strong>Prof. Cléber da Silva</strong></em></p>
<p><em>Departamento de Farmácia/FFOE</em><br />
<em>cleberd@ufc.br</em></p>
<p style="text-align: left;" align="right"><strong><em> </em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
		<link>http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-4/</link>
		<comments>http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-4/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Aug 2014 04:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[O silêncio de Deus A ideia que temos de Deus é de que Ele é Pai, nosso protetor, nosso amigo. Sempre atento às nossas necessidades, a nossos medos, a nossas vulnerabilidades. Mas, eis que de repente, experimentamos a dor. E&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-4/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;">O silêncio de Deus</h1>
<p style="text-align: justify;">A ideia que temos de Deus é de que Ele é Pai, nosso protetor, nosso amigo. Sempre atento às nossas necessidades, a nossos medos, a nossas vulnerabilidades. Mas, eis que de repente, experimentamos a dor. E aí, onde está Ele? Queremos compreender algumas coisas e, nenhuma palavra, nem uma explicação, nenhum som. Deus permanece mudo. Nada diz. Parece que se ausentou. Deixou-nos entregues às nós mesmos. Tornamo-nos órfãos. É certamente o silêncio mais terrível, o mais ácido e enlouquecedor.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-672"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Esmurramos,</p>
<p style="text-align: justify;">Gememos,</p>
<p style="text-align: justify;">Gritamos,</p>
<p style="text-align: justify;">Xingamos, e&#8230;Nada. Nenhuma palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Perguntamos,</p>
<p style="text-align: justify;">Questionamos,</p>
<p style="text-align: justify;">Intimamos,</p>
<p style="text-align: justify;">Convocamos para um diálogo, e&#8230;Nada. Nenhum pronunciamento.</p>
<p style="text-align: justify;">E seguimos a vida. Prosseguimos. A passos lentos, desconfiados, mas, mais convictos de que: a resposta não virá Dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Seremos nós a fabricarmos respostas que nos consolem. Nos embriagaremos de ilusões. A dor que parece infinita, por fim, cessará. Um copo de vinho seco, suave, pode nos diluir neste imenso silêncio que nos absorve.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de cansar-me, restou-me silenciar igualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nada tenho mais a dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora estamos diante um do outro. Nada dizemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouso negar-lhe minhas palavras. Afinal, não tenho respostas.</p>
<p style="text-align: justify;">Permaneço em silêncio. Um silêncio fértil. Um abandono que exige fé.</p>
<p><b> </b></p>
<p><em><strong><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-999" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a>Prof. Cléber da Silva</strong></em></p>
<p><em>Departamento de Farmácia/FFOE</em><br />
<em>cleberd@ufc.br</em></p>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2014 03:55:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Da alteridade Eu e tu, nós. Eis um caminho. Uma escolha. Um reconhecimento. Seria sem você? A quem me reportaria? Na mesma medida és porque sou! Mas esta é uma escolha difícil, sobretudo nos dias atuais. Somos bombardeados de novos&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-3/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;">Da alteridade</h1>
<p style="text-align: justify;">Eu e tu, nós. Eis um caminho. Uma escolha. Um reconhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria sem você? A quem me reportaria? Na mesma medida és porque sou!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas esta é uma escolha difícil, sobretudo nos dias atuais. Somos bombardeados de novos apelos. Pouco nos demoramos. Nosso olhar já não se fixa. A contemplação tornou-se absurdo. Num mundo onde as relações tornaram-se líquidas, somos culpabilizados pela contabilidade. Basta olharmos o número absurdo de “amigos” registrados nas benditas “redes sociais”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-665"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O perigo da liquefação das subjetividades é que elas podem ir para o esgoto. E ali torna-se mais difícil uma distinção, uma autocrítica. No final evaporamos. Fomos.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro aparece, portanto, como um porto seguro. Nele podemos nos refugiar, pensarmos sobre nós, nos salvarmos. Se há uma epifania tão esperada, talvez seja essa: a abertura dos olhos, a alegria do vislumbre de alguém que está aqui, encarnado, palpável, com quem eu posso me pronunciar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-999" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a>Cléber da Silva<br />
</strong></em><br />
<em>Departamento de Farmácia/FFOE</em><br />
<em>cleberd@ufc.br</em></p>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2014 03:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ilusões Não é incomum alguém nos dizer: “tudo é ilusão!”. Algumas vezes nos sentimos iludidos. Outras vezes buscamos nos iludir. É como se iludir-se é condição fundamental para suportar o difícil, o quase inviável. Existem situações em que a sobriedade&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos-2/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Ilusões</h3>
<p style="text-align: justify;">Não é incomum alguém nos dizer: “tudo é ilusão!”. Algumas vezes nos sentimos iludidos. Outras vezes buscamos nos iludir. É como se iludir-se é condição fundamental para suportar o difícil, o quase inviável. Existem situações em que a sobriedade nos vulnerabiliza, nos deixa desprotegidos. Aí precisamos de uma narcose, de um alento, de uma dose de “alguma coisa”, de uma prece, de um ombro, de um abraço, de uma palavra, de uma canção, de qualquer coisa que nos tire daqui. <span id="more-661"></span>Tem momentos em que viver é insuportável, é algo para deuses, para heróis. Pois bem, neste sentido a ilusão é um estado de sobrevivência. Nos iludimos para sobreviver. Fazemos amor, comemos, bebemos, compramos, estudamos, trabalhamos, jogamos, fazemos centenas de milhares de coisas para dar significado a esta vida que, por si mesma, é desprovida de sentido. Nos iludimos com a crença de que somos nós mesmos que fazemos tudo isso. Como se bastássemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, se todas as nossas ações são de certa forma uma maneira de driblarmos a falta de sentido que atravessa nossa existência, se admitimos isso como uma verdade, então ler e escrever é busca de alento, de motivos, de direção para prosseguirmos num caminho cujo fim desconhecemos e cujo começo também ignoramos.</p>
<p><em><strong><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-999" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a>Prof. Cléber da Silva</strong></em></p>
<p><em>Departamento de Farmácia/FFOE</em><br />
<em>cleberd@ufc.br</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Prof. Cléber Domingos</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 03:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[Prefácio de Recortes Existenciais Escrever é fazer recortes, mas recortes que tocam os extremos, aqueles que ferem outras superfícies. Você acaba por ferir as extremidades dos mundos que te envolve e carregar para o texto suas interferências. Portanto a escrita&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-prof-cleber-domingos/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Prefácio de Recortes Existenciais</h3>
<p style="text-align: justify;">Escrever é fazer recortes, mas recortes que tocam os extremos, aqueles que ferem outras superfícies. Você acaba por ferir as extremidades dos mundos que te envolve e carregar para o texto suas interferências. Portanto a escrita é apanhado. Não pode ter pretensão alguma de querer dar conta do mundo. Olhe lá se conseguir dizer-se ou falar daquilo que se pretende. A escrita é vulnerável. Uma vez dita, a palavra torna-se indefesa. <span id="more-658"></span>Aberta a qualquer crítica ou comentário. Pode até receber elogios, mas em geral, submete-se a recomendações sem fim. Mas não é bem disso que eu gostaria de falar. As brevíssimas introduções podem ser uma espécie de justificativa dos pequenos grandes medos, como publicizassem: “eu não sou um escritor, então sejam gentis e me poupem”. Em todo o caso, não consigo resistir a um velho prurido que me atormenta, minhas mãos formigam e meu coração palpita. Preciso escrever. Escrevo para livrar-me das insônias diurnas que não me deixam contemplar as nuvens que teimam em me seduzir desde a infância. Quem quiser ler, leia. Quem não suportar, passe adiante. Eu, depois que escrevo costumo não reler. Não tenho paciência suficiente para me atormentar tanto.</p>
<p><em><strong><a href="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-999" alt="cléber domingos-h150" src="http://www.blogdacasa.ufc.br/wp-content/uploads/2015/06/cléber-domingos-h150.jpg" width="114" height="150" /></a>Prof. Cléber da Silva</strong></em></p>
<p><em>Departamento de Farmácia/FFOE</em><br />
<em>cleberd@ufc.br</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Recortes Existenciais &#8211; Apresentação</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jul 2013 03:16:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CASa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recortes Existenciais]]></category>

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		<description><![CDATA[SOBRE A COLUNA Recortes Existenciais: Um recorte é uma cisão, uma ruptura, um isolamento. O recorte manifesta uma escolha, um lugar para o qual lançamos olhares e esperanças. Traduz meus afetos, perdas, feridas e alegrias. Podemos falar sobre ele, a&#8230;<p class="more-link-p"><a class="more-link" href="http://www.blogdacasa.ufc.br/recortes-existenciais-apresentacao/">Read more &#8594;</a></p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>SOBRE A COLUNA</p>
<p><b>Recortes Existenciais:</b></p>
<p style="text-align: justify;">Um recorte é uma cisão, uma ruptura, um isolamento. O recorte manifesta uma escolha, um lugar para o qual lançamos olhares e esperanças. Traduz meus afetos, perdas, feridas e alegrias. Podemos falar sobre ele, a qualquer momento. Ele é meu. Eu o tomei, o retirei do lugar comum. Das nossas existências podemos fazer milhares. Uma das questões, todavia, é: com quem posso compartilhá-los? Não busco molduras. As molduras delimitam espaços, confinam as representações. Prefiro jogá-los ao ar, especialmente junto aos abismos.</p>
<p>Sobre o autor:</p>
<p style="text-align: justify;">Sou Cléber Domingos Cunha da Silva. Como é difícil falar de mim mesmo. Um tormento eu me apresentar. Sinto-me violentado nesta tarefa. Talvez pelo risco de fechar-me numa identidade, risco de perder algo de mim nesta cilada. Então eu prefiro escapar. Não é na farmácia o único lugar que me encontro. Vivo em múltiplos recortes. Recortes existenciais.</p>
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